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Curso de Harvard gratuito: Ética e justiça: O que é o certo a fazer

O Curso de Harvard “Ética e Justiça: O que é o certo a fazer” é ministrado pelo professor Michael Sandel. Este excelente curso possui uma carga horária de 10h. Ele é composto por 12 aulas legendadas em português, a saber:

1ª Aula: Princípios morais em casos de assassinato – (54m:56s);

2ª Aula: Quanto vale uma vida? – (55:09);


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3ª Aula: Distribuição de impostos – Liberdade de escolha – (55:07);

4ª Aula: Direito natural – (54:58);

5ª Aula: Evitando o alistamento militar e a paternidade – (55:09);

6ª Aula: Motivos e moralidade – (55:13);

7ª Aula: A mentira – (55:04);

8ª Aula: Qual é a diferença entre o justo e o merecido – (55:06)?

9° Aula: Ações afirmativas e propósito – (26:53);

10ª Aula: O bom cidadão e o livre arbítrio – (55:07);

11ª Aula: Obrigações e lealdade – (55:10);

12ª Aula: União de pessoas do mesmo …. – (55:10).

 

Detalhes da primeira aula: Princípios morais em casos de assassinato – (54m:56s)

O professor Michael Sandel inicia esta aula com a seguinte história:

Suponha que você é o condutor de um bonde e o bonde está correndo sobre os trilhos a 100 Km/h e no final do trilho há 5 trabalhadores trabalhando sobre os trilhos. Você tenta parar o bonde, mas não consegue: os freios não funcionam. Você fica desesperado, porque você sabe se você bater nos 5 trabalhadores todos vão morrer. Vamos assumir que você tem certeza disso. Você se sente impotente até você notar que à direita há um trilho de desvio e no final daquele trilho de desvio há 1 trabalhador trabalhando no trilho. Seu volante funciona. Então você pode desviar o bonde, se quiser, para o trilho à direita matando 1 trabalhador, mas poupando os outros 5.

Depois desta história Sandel faz o seguinte questionamento: Qual a coisa certa a fazer?

As respostas para esta pergunta é o que você vai encontrar no curso “Ética e justiça: O que é o certo a fazer”.

Além desta pergunta, vale ressaltar também estas outras questões presentes na 1ª aula deste curso:

1 – Suponha que você é um médico num Pronto-socorro e 6 pacientes chegam para você. Eles se envolveram num terrível acidente com um bonde. 5 deles sofreram ferimentos leves e 1 está gravemente ferido. Você poderia ficar o dia todo cuidando do paciente gravemente ferido, mas nesse tempo, os outros 5 morreriam. Ou, você poderia passar o dia cuidando dos 5 levemente feridos, mas aí o outro morreria. Qual deles você salvaria?

2 – Suponha que você é um cirurgião e você tem 5 pacientes precisando desesperadamente de um transplante para sobreviver. Um precisa de um coração, um precisa de um pulmão, um precisa de um rim, um precisa de um fígado e o quinto precisa de um pâncreas. E você não tem doadores, você está prestes a vê-los morrer, mas então, vem à sua cabeça, que na sala ao lado há um homem saudável que veio para um check-up. Ele está dormindo. Você poderia entrar quietinho, e tirar os 5 órgãos dele. Essa pessoa morreria, mas os 5 viveriam! Quantos de vocês fariam isso?

As questões apresentadas acima servem para colocar em discussão alguns princípios morais, como por exemplo:

1° Princípio moral: consequencialista (argumentação moral consequencialista)

A coisa certa a fazer depende das conseqüências de sua ação. Ex: Melhor que 5 vivam, mesmo que 1 tenha que morrer e a doutrina do Utilitarismo.

2° Princípio moral: categórico (argumentação moral categórica)

Diz respeito à qualidade intrínseca da ação em si, quaisquer que sejam as conseqüências, isto é, se coloca a moralidade em certos requisitos morais absolutos em certos deveres e direitos, categóricos, quaisquer que sejam as conseqüências. Ex: Tirar os órgãos do paciente inocente, ou seja, matar uma pessoa inocente, mesmo para salvar 5 vidas e a doutrina de Immanuel Kant.

Nesta aula também se enfatiza a teoria Utilitarista fundada pelo filósofo político inglês do séc. XVIII Jeremy Bentham que defende que a coisa certa a fazer, o justo a fazer é maximizar a utilidade, ou seja, o máximo de bem para o máximo de pessoas. Para exemplificar esta doutrina se tem como exemplo a História real da Rainha da Inglaterra VS. Dudleu & Stephens.

Esta história é um caso legal inglês do séc. XIX que é muito famoso e debatido em escolas de direito. Ela segue abaixo conforme descrita por um jornal inglês:



Uma história triste de desastre ao mar, nunca contada dos sobreviventes do iate Mignonette.

O navio afundou no Atlântico sul, 2600 km do Cabo da Boa Esperança. Haviam 4 tripulantes, Dudley era o capitão. Stephens era o 1° imediato, Brooks era o marujo. O 4° tripulante era o ajudante da cabine, Richard Parker, 17 anos. Ele foi, não por conselho de seus amigos, pensando que a aventura o tornaria um homem.

Os fatos do caso são indiscutíveis: uma onda acertou o barco, e o Mignonette afundou. Os 4 tripulantes escaparam num bote salva-vidas. A única comida que tinham eram 2 latas de atum em conserva. Sem água potável. Nos primeiros 3 dias não comeram nada. No quarto dia, abriram uma lata de atum e comeram. No dia seguinte, conseguiram pescar uma tartaruga. Junto com a outra lata de atum, a tartaruga os alimentou nos dias seguintes, e depois, por 8 dias, não comeram nada. Nada para comer ou beber.

Agora, o menino da cabine está deitado no canto do bote salva-vidas porque ele bebeu água do mar, contra o conselho dos outros, ficou doente e parecia estar morrendo. Então, no 19° dia o capitão sugeriu que todos tinham que sortear uma loteria, para decidir que teria que morrer para salvar os outros. Brooks se recusou. Ele não gostou da idéia da loteria.

Desta forma eles não fizeram o sorteio. No dia seguinte com o bote ainda à deriva então Dudley disse a Brooks que fizesse uma moção junto com Stephens, para que o menino, Parker, fosse morto.  Dudley ofereceu uma oração, disse ao garoto que sua hora havia chegado, e ele o matou com uma faca, cortando sua jugular. Brooks saiu de sua objeção consciente, para dividir a carne. Por 4 dias, os tripulantes se alimentaram do corpo e sangue do menino da cabine.

Finalmente foram resgatados. Os 3 sobreviventes foram resgatados por um navio alemão, foram levados de volta à Inglaterra, onde foram presos e julgados. Brooks foi a testemunha do Estado. Dudley e Stephens foram a julgamento. Eles não questionaram os fatos. Eles alegaram agir por necessidade, essa foi a sua defesa. Eles argumentaram que era melhor que 1 morresse, para que 3 sobrevivessem. O procurador não se comoveu pelo argumento. Ele disse: Assassinato é assassinato. E o caso foi a julgamento.

Nesta aula são levantadas diversas questões acerca do Utilitarismo a partir desta história.

 

Idioma deste curso de Harvard

As 12 aulas estão disponíveis apenas na língua inglesa, no entanto todas elas possuem legendas em português. Para colocar a legenda siga estes passos:

  1. Ative o item “Legendas” localizado no canto inferior direito do vídeo. Quando este item estiver ativo aparecerá uma linha vermelha abaixo dele;
  2. Clique na “engrenagem – Detalhes” no canto inferior direito do vídeo;
  3. Em seguida clique em “legendas”;
  4. Depois disso clique em “traduzir automaticamente”;
  5. Escolha o idioma desejado.

 

Acesso ao curso

Clique aqui para assistir de forma gratuita as videoaulas do curso “Ética e Justiça: O que é o certo a fazer” da Universidade de Harvard.

 

Vídeo da 1ª aula: Princípios morais em casos de assassinato

 

OBSERVAÇÃO

O link seguinte relacionado a este curso de Harvard apresenta detalhes sobre a 2ª aula: Quanto vale uma vida? – (55:09).

Curso de Harvard - Ética e justiça: O que é o certo a fazer

Curso de Harvard – Ética e justiça: O que é o certo a fazer

 

Comentários

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3 Comentários

  1. Como conseguir certificado?

    • Olá Giovana !

      Não sabemos. A informação que temos é que este curso não confere certificado.

  2. Adoraria fazer o curso, porém, não domino a língua inglesa norte americana.

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