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Curso de Harvard – Ética e justiça: O que é o certo a fazer – Parte 2/2

O Curso de Harvard Ética e Justiça: O que é o certo a fazer é ministrado pelo professor Michael Sandel. Este excelente curso possui uma carga horária de 10h. Ele é composto por 12 aulas, a saber:

1ª Aula: Princípios morais em casos de assassinato – (55m:55s);

2ª Aula: Quanto vale uma vida? – (55:09);


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3ª Aula: Distribuição de impostos – Liberdade de escolha – (55:07);

4ª Aula: Direito natural – (54:58);

5ª Aula: Evitando o alistamento militar e a paternidade – (55:09);

6ª Aula: Motivos e moralidade – (55:13);

7ª Aula: A mentira – (55:04);

8ª Aula: Qual é a diferença entre o justo e o merecido – (55:06)?

9° Aula: Ações afirmativas e propósito – (26:53);

10ª Aula: O bom cidadão e o livre arbítrio – (55:07);

11ª Aula: Obrigações e lealdade – (55:10);

12ª Aula: União de pessoas do mesmo …. – (55:10).

 

Detalhes da segunda aula: Quanto vale uma vida? 

Na segunda aula do curso de Harvard Ética e justiça: O que é o certo a fazer o professor Michael Sandel discorre em muitos detalhes sobre o Utilitarismo de Jeremy Bentham.

A discussão sobre a doutrina que maximiza a utilidade, ou seja, que possui a seguinte idéia principal: “O maior princípio moral, pessoal ou político é maximizar o bem geral, ou a felicidade coletiva ou a relação de prazer versus dor.” é explicada através de alguns exemplos, os quais são importantes serem demonstrados aqui, pois em geral a lógica utilitarista é chamada de análise de custo-benefício que é utilizada por empresas e governos o tempo todo e envolve colocar um preço, em dólares, para a utilidade nos custos e benefícios de várias propostas, e dessa forma estes exemplos são adequados para auxiliar na compreensão do Utilitarismo.

 

1° exemplo – Recente aumento de imposto de cigarros na República Checa

Phillip Morris, a fabricante de cigarros, é muito grande na República Checa. Ela fez uma análise de custo-benefício para cigarros na República Checa. A conclusão da análise foi a seguinte: O governo GANHA se os cidadãos continuarem fumando. Veja a tabela abaixo:

Estudo da Phillip Morris: Análise do custo/benefício do fumo

Custos

Benefícios

Aumento de gastos na saúde pública para o tratamento de doenças relacionadas ao fumo. Maior arrecadação de impostos na venda de cigarros
Economia de gastos na saúde pública, pois as pessoas morriam mais cedo
Economia na previdência, pois não é preciso pagar aposentadoria por muito tempo
Economia no custo vida/habitação dos mais velhos

Conclusão do estudo

Há um GANHO financeiro de $147 milhões se a população checa continuar fumando. E considerando a economia nos custos de vida/habitação e saúde pública, o governo economiza mais de $1227 por cada pessoa que morre prematuramente devido ao fumo.

A Phillip Morris foi criticada na imprensa, e emitiu um pedido de desculpas público por seu insensível cálculo.

 

2° exemplo: O caso do Ford Pinto

É um caso da década de 70. O Ford Pinto era um carro pequeno, subcompacto, muito popular, mas que tinha um problema: o tanque de combustível ficava na parte traseira e em colisões traseiras o tanque explodia. Algumas pessoas morreram, outras tiveram ferimentos graves. Vítimas processaram a Ford, e no tribunal ficou provado que a Ford sabia do problema do tanque de combustível e que havia feito uma análise de custo-benefício para determinar se era melhor colocar um escudo especial que protegeria o tanque e evitaria explosões. A análise mostrou que o custo por peça, para aumentar a segurança do carro, era de $11 por peça.

Análise apresentada no julgamento do caso: Reparo do Ford Pinto

Custo

Benefício

$11 por peça x 12 milhões de carros 180 mortes x $200 mil por morte = $36 milhões
+ 180 ferimentos graves x $67 mil por ferimento = $12,06 milhões
+ o custo de consertar 2000 veículos que seriam destruídos sem o escudo x $700 por veículo = $1,4 milhão
Total: $132 milhões para melhorar a segurança Total: $49.5 milhões

Desta forma eles não instalaram o escudo de segurança.

Quando esse documento da Ford, com a análise de custo-benefício, veio a público no julgamento, ele horrorizou o júri, que votou por uma imensa indenização para as vítimas. Ford incluía uma medida para o valor da vida.

 

 3° exemplo: Estudo sobre o uso de celulares quando as pessoas estão dirigindo

Há um debate se o uso de celulares na direção deve ser banido. E o número é que 2 mil pessoas morreram por acidentes causados, a cada ano, por usarem telefones celulares.

Segundo o professor Sandel, uma análise feita pelo centro de análises de risco de Harvard, concluiu que, se você ver os benefícios do uso de celulares e você colocar um valor à vida, sai “elas-por-elas”. Por causo do enorme ganho econômico de possibilitar as pessoas a não perderem tempo, serem capazes de fechar negócio, falarem com amigos, etc. enquanto estão dirigindo. Isso não sugere que é um erro tentar colocar um valor à vida humana?

 

4° exemplo: Cristãos jogados aos leões no coliseu pelos romanos

Na Roma antiga, os romanos jogavam Cristãos aos leões no coliseu, por esporte. Segundo o professor Michael se você pensar como o cálculo utilitarista seria, os Cristãos atirados aos leões sofriam muita dor, mas veja o êxtase coletivo dos Romanos!

 

5° exemplo: Terrorista

Suponha que um terrorista suspeito tivesse sido capturado no dia 10 de setembro de 2001. E você tem razões para crer que o suspeito tinha informações cruciais sobre o ataque terrorista que mataria mais de 3000 inocentes e você não consegue extrair a informação dele. Seria justo torturar o suspeito para extrair a informação?  Ou não, pois há um dever moral categórico de respeitar os direitos individuais.

 

6° exemplo: História real do professor Michael Sandel

Há alguns anos atrás, quando estudava em Oxford, Inglaterra, e eles tinham diferentes universidades para homens e para mulheres, elas não se misturavam, as universidades femininas tinham regras contra visitantes masculinos à noite. Na década de 70 essas regras não eram rígidas e facilmente burladas. Foi o que me disseram. No final da década de 70, quando estava lá houve um aumento de pressão para relaxar essas regras e isso virou motivo de discussão na faculdade de St. Anne’s que era uma dessas faculdades femininas.



As mulheres mais velhas eram tradicionalistas, oposta à mudança, mas os tempos mudaram, e elas ficaram envergonhadas em dizer quais eram suas reais objeções à mudança. Então elas traduziram seus argumentos em termos utilitaristas: se os homens passarem a noite, os custos da faculdade vão aumentar. Eles vão querer tomar banho, e isso vai aumentar as contas de água. Além disso, elas argumentaram, teremos que trocar os colchões cm mais frequência. As reformistas retrucaram esses argumentos com o seguinte compromisso: cada estudante terá um máximo de 3 visitantes masculinos noturnos por semana. Elas não especificaram se teriam que ser os mesmos, ou 3 diferentes desde que os visitantes pagassem 50 pences pelo custo extra da faculdade. No dia seguinte a manchete num jornal dizia: Garotas de St. Annes: 50 pences pela noite.”

 

Objeções ao Utilitarismo

Ainda nesta aula são apresentadas algumas razões contrárias ao Utilitarismo, a saber:

1 – Não respeita adequadamente os direitos individuais ou das minorias.

2 – Não é possível somar a utilidade para preferências ou valores, isto é, não é possível somar todos os valores e traduzí-los em dólares.

 

Aprovação do Utilitarismo

Nesta segunda aula o ilustre professor deste curso mostra que em 1930 um psicólogo tentou responder a segunda pergunta que diz respeito traduzir valores em dólares. Ele tentou provar o que o utilitarismo assume que é possível traduzir todos os bens, todos os valores, todas as preocupações humanas numa única medida. E ele fez esta pesquisa com jovens recebedores de assistência do governo, necessitados (mendigos).

Ele os deu uma lista de experiências desagradáveis e os perguntou quanto eles aceitariam receber para passar por essas experiências. Por exemplo: quanto você aceitaria receber para ter um de seus dentes arrancado? Ou quanto você aceitaria receber para ter um dedão do pé cortado? Ou para comer um verme grande vivo? Ou para viver o resto de sua vida numa fazenda em Kansas? Ou para matar um gato vira-lata sufocado, com suas próprias mãos?

Resultado da pesquisa

Item mais caro: Viver em Kansas = $300,00

Comer um verme = $100,00

Item mais barato: Arrancar um dente = $4500

Conclusão do estudo:

Qualquer desejo ou satisfação que exista, existe em alguma medida, logo é mensurável. A vida de um cachorro, ou gato, ou galinha, consiste de apetites, necessidades, desejos e seus prazeres. E é assim também a vida dos seres humanos, apesar dos apetites e desejos serem mais complicados.

Reflexão sobre este estudo

Este estudo suporta a idéia de Bentham de que todos os bens, todos os valores podem ser traduzidos numa medida única ou o caráter desses diferentes itens da lista sugere a conclusão oposta, que talvez, quando falamos da vida humana, ou de passar o resto da vida em Kansas, ou de comer um verme vivo, talvez o que valorizamos não possa ser traduzido numa medida única de valor.

 

John Stuart Mill

O professor Sandel nesta aula também fala sobre John Stuart Mill. Seguem alguns detalhes:

Ele nasceu em 1806. Seu pai, James Mill, foi um discípulo de Bentham. E James Mill decidiu dar uma educação-modelo a seu filho. Ele foi uma criança prodígio: aprendeu grego aos 3 anos, Latim aos 8 anos. Aos 10 ele escreveu uma história sobre a Lei Romana. Aos 20, teve um colapso nervoso. Isso o deixou em depressão por 5 anos. Aos 25 anos, saiu da depressão após conhecer Harriet Taylor. Eles se casaram e viveram felizes, e sob sua influência John Stuart tentou humanizar o utilitarismo. Mill deixa claro que a utilidade é o único padrão para a moral. Na sua visão, ele não contesta Bentham, ele afirma suas premissas. “A única evidência de que alguma coisa é desejável é o fato de alguém a desejar.”

Por fim, o professor termina a segunda aula apresentando algumas Curiosidades sobre Jeremy Benthan, as quais são demonstradas abaixo:

Jeremy Benthan lançou o utilitarismo como doutrina na filosofia moral e legal morreu em 1832 aos 85 anos, mas se forem a Londres, vocês podem visitá-los até hoje. Ele solicitou no seu testamento que seu corpo fosse preservado, embalsamado e exposto na Universidade de Londres onde ele ainda preside numa caixa de vidro com uma cabeça de cera e vestido nas suas verdadeiras roupas. Antes de morrer, Bentham se perguntou uma questão consistente com sua filosofia: Qual a utilidade de um homem morto para os vivos? Um uso, ele disse, é doar seu corpo para o estudo da anatomia. No caso de grandes filósofos, no entanto, é melhor preservar sua presença física para inspirar futuras gerações de pensadores. A moral desta história é a seguinte: Jeremy Benthan é um filósofo que na vida e na morte aderiu aos princípios da sua filosofia.

 

Idioma deste curso de Harvard

As 12 aulas estão disponíveis apenas na língua inglesa, no entanto todas elas possuem legendas em português. Para colocar a legenda siga estes passos:

  1. Ative o item “Legendas” localizado no canto inferior direito do vídeo. Quando este item estiver ativo aparecerá uma linha vermelha abaixo dele;
  2. Clique na “engrenagem – Detalhes” no canto inferior direito do vídeo;
  3. Em seguida clique em “legendas”;
  4. Depois disso clique em “traduzir automaticamente”;
  5. Escolha o idioma desejado.

 

Acesso ao curso

Clique aqui para ter acesso ao curso de Harvard online – Ética e Justiça: O que é o certo a fazer.

 

Vídeo da 2ª aula: Quanto vale uma vida?

 

OBSERVAÇÃO

O link seguinte apresenta detalhes sobre a 1ª aula deste curso de Harvard: Princípios morais em casos de assassinato.

Curso de Harvard

Curso de Harvard sobre Ética e Justiça

 

Comentários

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5 Comentários

  1. Posso receber certificado ?

    • Olá Viviane !

      Neste curso não é concedido certificado, no entanto, gostaríamos de sugerir através do link abaixo 12 sites que oferecem certificados de conclusão para seus cursos:

      Cursos com certificado

  2. Eu quero essa oportunidade

  3. estudar criminologia, nesta grande universidade, e um grande orgulho, este e o meu sonho, fiquei muito entereçado, como faz, para estudar ai neste curso mesmo euline, mim enforme por favor,na Etica e Justiça este eo meu sonho.

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